Skip to content

Bomba: Deputado Diego Guimarães direciona R$ 11,8 milhões em emendas para institutos e associações em Mato Grosso.

Levantamento com base em relatório oficial de transparência do Governo de Mato Grosso mostra que o deputado estadual Diego Guimarães destinou, em 2025, o total de R$ 11.856.163,87 em emendas parlamentares para institutos e associações privadas, por meio de repasses realizados via secretarias estaduais e fundos públicos. Os dados constam em documentos públicos do Estado e detalham transferências para pelo menos sete entidades.

A maior parte dos recursos foi concentrada no Instituto para o Desenvolvimento Econômico, Ambiental, Esportivo e Social de Mato Grosso, que recebeu R$ 4.220.229,90, seguido pelo Instituto Social Matogrossense, com R$ 2.847.799,94, e pela AMC – Associação Mato-Grossense de Cultura, que somou R$ 1.950.000,00. Também aparecem como beneficiários o Instituto Ibitiraty, com R$ 1.400.000,00, o Instituto Vale do Rio Cuiabá, com R$ 888.134,03, o Centro de Treinamento Esportivo de Mato Grosso, que recebeu R$ 300.000,00, e o Instituto Viver, com R$ 250.000,00.

Os repasses foram efetuados por meio de transferências orçamentárias vinculadas a emendas parlamentares, registradas em diferentes órgãos do Estado, como o Fundo de Desenvolvimento Desportivo, Secretaria de Cultura, Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Secretaria de Ciência e Tecnologia. Em todos os casos, os valores constam como pagamentos ou liquidações oficialmente empenhadas.

Especialistas em controle público destacam que a destinação de emendas para entidades privadas é legal quando acompanhada de projetos, metas e prestação de contas, mas exige fiscalização rigorosa. A concentração de recursos em poucas instituições levanta questionamentos sobre critérios de escolha, efetividade dos projetos financiados e transparência na execução dos recursos.

Até o momento, não há registro de irregularidades formais nos documentos analisados, mas o volume elevado de recursos públicos direcionados a organizações privadas reforça a necessidade de acompanhamento por parte dos órgãos de controle, do Tribunal de Contas e da sociedade. A reportagem permanece aberta para manifestação do parlamentar e das entidades citadas.

OUTRAS NOTÍCIAS