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Bastidores militares falam que Roveri articula manter controle da Segurança, Comando da PM e Casa Militar

Conversas que circulam nos corredores dos quartéis e entre oficiais da Polícia Militar indicam que uma articulação silenciosa estaria em curso para reorganizar o comando da segurança estadual na transição de governo. Relatos de bastidores apontam que o atual comandante-geral da PM, coronel Cláudio Fernando Tinoco, poderia ser deslocado para uma secretaria de Segurança pública , enquanto o coronel Dorileo assumiria o comando da corporação. Já o secretário de Segurança Pública, coronel Roveri, migraria para a Casa Militar. A leitura feita internamente é de que Roveri, ao ocupar a Casa Militar por alguns meses, consolidaria a confiança do vice-governador Otaviano Pivetta, futuro chefe do Executivo, assumindo a segurança pessoal do novo governador. Em seguida, ao deixar o posto para disputar eleição, deixaria um indicado de sua confiança na chefia da Casa Militar, fechando — na avaliação de oficiais que comentam o tema — um circuito contínuo de comando entre Secretaria de Segurança Pública, Comando da PM e Casa Militar, preservando influência do atual núcleo de poder mesmo após a saída formal do governador Mauro Mendes.

A mesma corrente de bastidores afirma que essa movimentação teria como objetivo manter o futuro governo ancorado na estrutura militar construída na atual gestão. O nome de Roveri aparece no centro dessas conversas internas, descrito por oficiais como figura de confiança do Palácio Paiaguás e apontado nos meios políticos como próximo da primeira-dama Virgínia Mendes, frequentemente citada como madrinha de sua ascensão na Segurança Pública. Até o momento, nenhuma dessas mudanças foi oficializada em atos publicados, mas o fato de os comentários circularem de forma insistente nos quartéis revela que a disputa pelo controle da estrutura de segurança já começou antes mesmo da transição formal de governo

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