Relatório de auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), solicitado pelo Ministério Público Federal e realizado por determinação da Justiça Federal, concluiu que a Prefeitura de Cuiabá, durante a gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro, não possuía débito junto ao Hospital do Câncer de Mato Grosso. O documento analisou o encontro de contas entre o município e a unidade hospitalar e apontou resultado inverso ao que vinha sendo publicamente alegado nos últimos anos: segundo a auditoria, o hospital permaneceu devedor da Prefeitura em valor superior a R$ 1,05 milhão.
O resultado encerra uma controvérsia que alimentou embates políticos e institucionais envolvendo acusações públicas de supostas dívidas milionárias do município com o hospital. A auditoria federal — órgão técnico do Ministério da Saúde — passa agora a integrar procedimento do Ministério Público Federal e da Justiça Federal, redefinindo o marco factual da discussão. Politicamente, o relatório recoloca no centro do debate a transparência na gestão dos recursos da saúde e o uso responsável de informações contábeis em disputas públicas, em um setor financiado majoritariamente por verbas federais e submetido a rígidas regras de prestação de contas.


