Ouça o áudio abaixo. Um áudio que circula em grupos de WhatsApp em Cuiabá e Várzea Grande, atribuído à prefeita Flávia Moretti, traz declarações relacionadas à polêmica envolvendo a aquisição de uniformes e kits escolares no município. Na gravação, a prefeita afirma que o episódio não gerou apenas desgaste político, mas também prejuízo financeiro, ao mencionar que “custou dinheiro” e que o impacto econômico teria sido significativo, associando esse cenário à atuação da Comissão Processante aberta pela Câmara Municipal.
O caso ocorre em meio à atuação da Comissão Processante, presidida pelo vereador Cleyton Nassarden Guerra, o Sardinha (MDB), com relatoria do vereador Carlinhos Figueiredo (Republicanos) e participação do enfermeiro Emerson como membro. O colegiado recomendou que a prefeita determine a exclusão, do Manual de Identidade Visual de Várzea Grande, de qualquer menção a slogan considerado irregular, com o objetivo de evitar questionamentos jurídicos. Nos bastidores políticos, há relatos de que a prefeita estaria sendo alvo de “fogo amigo”, com a circulação de áudios de conversas privadas, sem confirmação oficial sobre os interlocutores, que vêm sendo compartilhados em redes sociais e grupos de WhatsApp. Também chama atenção o contexto na área da educação, com a nomeação da nova secretária Maria Fernanda, irmã do vereador Carlinhos Figueiredo (Republicanos), relator da comissão, e de Dito Loro, ex-secretário de Governo na gestão Kalil Baracat (MDB). Segundo informações de bastidores, a nomeação teria contado com articulação do atual secretário de Governo, Silvio Fidelis. Maria Fernanda possui atuação vinculada ao Instituto Lírios, entidade que recebe apoio por meio de emendas parlamentares.


