Skip to content

Ao dizer “fomos escolhidos por Deus” e falar em “sete anos de prosperidade, como na Bíblia”, Mauro Mendes afirma que, após dois antecessores que “destruíram Mato Grosso”, Deus quis ele para governar o estado

Durante agenda oficial na região do Araguaia, o governador Mauro Mendes utilizou expressões religiosas para exaltar sua gestão, afirmando que ele e seu grupo teriam sido “escolhidos por Deus” e comparando o atual período administrativo a “sete anos de prosperidade, como na Bíblia”. No discurso, Mauro Mendes também declarou que, após dois governos anteriores que teriam “destruído Mato Grosso”, sua eleição em 2018 representaria uma escolha divina e popular para recolocar o Estado no caminho do crescimento. As falas ocorreram em evento institucional, com a presença de autoridades públicas, prefeitos e parlamentares, e foram acompanhadas de referências à continuidade do atual projeto político no comando do Estado.

A adoção desse tom religioso em ato oficial volta a suscitar questionamentos sobre os limites entre administração pública, propaganda política e o princípio constitucional do Estado laico. Especialistas em direito público apontam que o uso do cargo e da estrutura do Estado para associar a legitimidade de uma gestão a fundamentos religiosos, bem como para defender a permanência de um grupo político no poder, pode caracterizar desvio de finalidade e propaganda antecipada, ainda que não haja pedido explícito de voto.

OUTRAS NOTÍCIAS