Um vídeo recente mostra o senador Jayme Campos tratando a disputa pelo Governo de Mato Grosso não como construção de projeto político, mas como negociação familiar de poder. No diálogo, Jayme propõe a Wellington Fagundes um pacto baseado em posições em pesquisas e na inclusão das esposas na formação da chapa. O conteúdo revela uma lógica distante do debate programático e próxima do tradicional arranjo oligárquico que marcou a política mato-grossense no século passado.
A cena lança dúvida sobre a autenticidade da pré-candidatura de Jayme ao governo. Ao condicionar apoio à inclusão de sua esposa como vice, o senador sinaliza que seu objetivo central não é liderar um projeto de Estado, mas manter espaço familiar no poder. O episódio reforça a percepção de que a velha política segue operando por acordos privados, enquanto o eleitor permanece fora da mesa onde as decisões realmente acontecem.


