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“Acorda Brasil?” Michelly Alencar apoia IPTU com alta de 40%, ISSQN 67% mais caro; marido é secretário e casal recebe cerca de R$ 95 mil em Cuiabá

Apesar de usar o discurso “Acorda Brasil” em suas redes sociais, a vereadora Michelly Alencar tem se posicionado, na prática, ao lado da gestão do prefeito Abílio Brunini em decisões que pesam diretamente no bolso da população. Na Câmara Municipal, a parlamentar apoiou medidas que resultaram em aumento de até 40% no IPTU, reajuste de aproximadamente 67% no ISSQN, especialmente no Distrito Industrial, além da ampliação da estrutura administrativa da Prefeitura.

Além do impacto tributário, a situação ganha contornos ainda mais sensíveis diante do vínculo direto da vereadora com o Executivo. O marido de Michelly ocupa cargo de secretário na gestão municipal, integrando a equipe responsável pelos reajustes e pela expansão da máquina pública. Dados disponíveis em portais oficiais indicam que, somados salários e verbas indenizatórias, o casal recebe cerca de R$ 95 mil brutos por mês. Enquanto moradores e empresários enfrentam aumento de impostos e perda de renda, a parlamentar não tem se manifestado publicamente sobre esse patamar de remuneração.

A combinação entre discurso nas redes sociais, alinhamento político no plenário e benefícios diretos da estrutura governamental tem gerado questionamentos sobre independência, coerência e compromisso com o interesse coletivo. Eleitores cobram mais transparência, postura crítica em relação ao Executivo e responsabilidade com quem financia o poder público.

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