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ACD vira foco de embate político e presidente acusa articulação para retirada da entidade

O presidente da ACD — Associação Coxipoense de Deficientes, Reinaldo Campos, denunciou uma ofensiva política para retirar a entidade do imóvel que ocupa há mais de 20 anos em Cuiabá, onde são realizados atendimentos voluntários a pessoas com deficiência e idosos. Segundo ele, a associação foi surpreendida com uma exigência de entrega das chaves em 48 horas, sem diálogo prévio, seguida de ameaça de acionamento da polícia e de um chaveiro para abertura forçada do prédio. Reinaldo afirma que o espaço sempre foi mantido, zelado e utilizado pela ACD para atividades sociais, inclusive em feriados e fins de semana, algo que, segundo ele, jamais contou com apoio efetivo do poder público.

No centro do conflito, Reinaldo aponta a vereadora Baixinha Giraldelli, acusando-a de tentar viabilizar politicamente a retirada da ACD – Associação Coxipoense de Deficientes para destinar o imóvel a um projeto ligado ao filho da parlamentar, por meio de uma proposta que teria mais de 100 páginas e envolveria outra entidade. O presidente relata ainda que, após reação da associação, o projeto teria sido retirado, mas a Prefeitura teria passado a agir de forma indireta, restringindo o acesso da ACD ao prédio e a bens da entidade, incluindo veículos e equipamentos. Politicamente, o episódio amplia o desgaste da gestão do prefeito Abílio Brunini, ao expor um embate entre o poder institucional e uma associação histórica ligada à população mais vulnerável da capital.

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