Mais uma volta olímpica da incoerência política de Abílio Brunini. Depois de posar de “gestor moderno” e extinguir o REFIS, atacando o programa como símbolo de má gestão, o prefeito interino viu a vaca descer ladeira abaixo rumo ao brejo fiscal de Cuiabá — e correu para restabelecer exatamente o que criticou. Agora, com queda de arrecadação e dificuldades para fechar o caixa, Abílio relançou o mutirão fiscal com descontos de até 95% e parcelamento em 48 vezes. O mesmo Refis que ele chamou de atraso virou a tábua de salvação do seu próprio desgoverno. A narrativa cai por terra e resta ao prefeito o carimbo de loroteiro, despreparado e emocionalmente instável para comandar a Capital.
Nas redes sociais, o comentário é direto e irônico: “Abílio está transformando Cuiabá numa Venezuela”. A piada ecoa porque a retórica de direita que o prefeito sempre usou — acusando adversários de populismo e irresponsabilidade fiscal — está servindo agora para ele mesmo. Ao abolir políticas sem estudo, recuar pressionado pela realidade e revelar falta de planejamento crônica, Abílio não apenas expõe sua inexperiência administrativa: ele empurra Cuiabá para o buraco institucional e econômico. Um prefeito que vive de bravatas, muda de posição como vento e confirma, na prática, que governar exige preparo — algo que ele claramente não tem.


