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Abílio manda secretária pedir demissão porque tirou foto recebendo monitores do governo federal com Lula ao fundo; demissão não teve nobreza, foi para agradar Bolsonaro, enquanto saúde de Cuiabá falta até dipirona

A saída da secretária municipal de Saúde de Cuiabá, Dra. Lúcia Helena Barboza Sampaio, nada teve de ato nobre ou gesto de responsabilidade diante do caos na saúde da capital — foi, na verdade, mais um capítulo da política de intolerância ideológica que marca a gestão de Abílio Brunini. A gota d’água para a demissão foi uma foto em que a então secretária aparece recebendo equipamentos de monitoramento enviados pelo governo federal das mãos de Altir Peruzzo, representante do Ministério da Saúde em Mato Grosso. Ao fundo, uma imagem do presidente Lula — suficiente para que Abílio, bolsonarista fervoroso, explodisse em fúria e ordenasse sua saída imediata.

A decisão de Abílio expõe a face mais cruel do extremismo político: quando a ideologia se sobrepõe ao bem-estar da população. Em vez de comemorar a chegada de insumos e tecnologia para melhorar o atendimento nos postos de saúde, o prefeito preferiu punir a secretária por “ousar” aparecer na mesma moldura de Lula. Não importa que a saúde de Cuiabá esteja em colapso, com unidades sucateadas, filas intermináveis e até falta de dipirona — o prefeito se preocupa mais com agradar ao bolsonarismo do que em resolver os problemas do povo cuiabano.

Cuiabá é quem paga o preço de um prefeito que atrapalha o progresso por birra ideológica. Enquanto outras capitais dialogam com Brasília e recebem investimentos, Abílio segue atacando o presidente da República e sabotando obras e parcerias federais na cidade. A queda da secretária Lúcia Helena não é sobre gestão, é sobre ódio político. E nesse jogo sujo, a saúde da população segue na UTI.

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