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Abílio inicia fritura de Solange para alçar o polêmico Amauri Monge a secretário de Educação no próximo semestre

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, nomeou nesta quarta-feira (19) Amauri Monge Fernandes como secretário-adjunto da Educação Municipal, em substituição a Vilmara Vidica, transferida para a Cultura. Nos bastidores, a nomeação é vista como um passo estratégico para a substituição da atual secretária de Educação, Solange Dias, cuja gestão tem sido alvo de críticas dentro da própria administração municipal. Fontes ligadas à pasta afirmam que Abílio já iniciou o processo de “fritura” da secretária, preparando terreno para sua exoneração e a ascensão de Amauri ao cargo titular no próximo semestre.

A indicação de Amauri para a Educação de Cuiabá, contudo, carrega um histórico polêmico. Ex-secretário-adjunto da Seduc-MT, ele já foi investigado pelo Ministério Público do Paraná por supostas irregularidades na aquisição de materiais didáticos, quando atuava na gestão do Consórcio de Desenvolvimento e Inovação do Norte do Paraná (Codinorp). O modelo de contratação adotado naquela época, por meio do Contrato de Impacto Social (CIS), também foi alvo de questionamentos no Mato Grosso, resultando na anulação de um pregão milionário da Seduc estadual.

Além disso, Amauri teve bens bloqueados pela Justiça do Paraná em decorrência de investigações sobre suposto enriquecimento ilícito a partir de fraudes contratuais. De acordo com o Ministério Público, ele teria direcionado licitações para beneficiar a empresa Instituto Lótus, que, segundo parecer do Tribunal de Contas do Paraná, não demonstrava capacidade técnica para executar os serviços contratados. A atuação do então secretário resultou em gastos milionários, com cifras que ultrapassam os R$ 38 milhões em contratos questionados.

O movimento de Abílio para fortalecer Amauri dentro da SME ocorre em um momento crítico para a Educação municipal, marcada por denúncias de desmontes e insatisfação entre servidores. A permanência de Solange Dias à frente da pasta parece estar com os dias contados, e sua substituição por uma figura envolvida em investigações levanta questionamentos sobre o futuro da gestão educacional em Cuiabá.

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