Matéria (versão aprimorada com a opinião incluída):
Menos de um ano após extinguir a taxa de lixo, o prefeito Abílio Brunini voltou atrás e anunciou, em vídeo gravado no Palácio Alencastro, a cobrança de um novo valor sobre o lixo gerado por empresas, hotéis, mercados e restaurantes. A medida, apresentada de forma confusa, expõe mais uma vez o descompasso entre discurso e prática na administração municipal. Ao tentar explicar, o prefeito afirma que “a taxa do lixo acabou”, mas na sequência admite que vai “cobrar o lixo dos grandes geradores”, o que, na prática, significa a recriação da taxa sob outro nome .
A decisão evidencia a completa falta de planejamento e coerência da gestão Abílio Brunini. Em menos de um ano, ele extinguiu e recriou o mesmo tributo, demonstrando ausência de visão administrativa e preparo técnico para conduzir a capital. A gestão do prefeito tem sido marcada por impulsos, vaidades e decisões contraditórias — comportamento típico de quem, em vez de agir como gestor público, se comporta como um aluno de quinta série sentado no fundo da sala, sem noção das consequências dos próprios atos.
A reação nas redes sociais foi imediata e crítica. Um comentário bastante repercutido resume o sentimento geral: “Muito bom, daí os grandes geradores vão embutir isso no custo e todo mundo vai pagar mais caro pelos produtos e serviços. Resolvido. Mais interessante ainda é que os tais ‘grandes geradores’, que também são os que geram menos lixo de forma proporcional, por serem infinitamente mais eficientes na utilização de insumos, ainda saem como os mal vistos, como se gerassem lixo porque querem e não porque prestam um serviço tão bom que atrai milhares de pessoas aos seus estabelecimentos. Uma comunicação medonha, de uma equipe que não entende bulhufas de administração e gestão pública.”
O comentário traduz o caos comunicacional e o improviso da atual gestão, que mais uma vez toma decisões sem planejamento, sem clareza e sem medir o impacto real sobre a economia e sobre o bolso da população cuiabana.


