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Abílio corre para privatizar escolas e secretário Amauri Monge já prepara proposta para entregar rede municipal à iniciativa privada

A gestão do prefeito Abílio Brunini (PL) acelera o passo rumo à privatização da educação em Cuiabá. O secretário municipal de Educação, Amauri Monge Fernandes, confirmou que nos próximos dias apresentará uma proposta oficial para repassar as unidades escolares da rede pública municipal à iniciativa privada. A medida atende a um pedido direto de Abílio, que alega insatisfação com os resultados do ensino básico, mesmo após investimentos em infraestrutura e folha salarial. Na prática, o prefeito transfere a responsabilidade do poder público — em vez de corrigi-la — para o setor privado, jogando a escola pública na esteira da terceirização.

O modelo que se desenha, inspirado em experiências controversas como a do Paraná, prevê a gestão das escolas por empresas privadas, terceirização de serviços como limpeza, alimentação, manutenção e até contratação de professores — um caminho que fere a lógica da educação como direito social e a transforma em mercadoria. Enquanto diz buscar “eficiência”, Abílio abandona o debate pedagógico, ignora a valorização docente e opta por uma agenda liberal, que enfraquece o papel do Estado e compromete o futuro de milhares de estudantes cuiabanos. A pressa em avançar com essa proposta acende um alerta: Cuiabá pode estar prestes a abrir mão de sua autonomia educacional em nome de um modelo que já fracassou em diversas partes do país.

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