A empresa GL Participações LTDA, constituída em janeiro de 2025 com capital social de R$ 15.183.000,00, surge no centro de uma rede empresarial explosiva. Um de seus sócios é o fundo Green Lake FII em Participações Empresas Emergentes Ltda, que está sendo investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela Polícia Federal por sua participação em um escândalo que envolve R$ 308 milhões da massa falida da Oi Telefônica.
O outro sócio e administrador da GL é Manoel Ferreira da Costa Neto, um nome que já aparece como contato oficial da MCM Transportes e Logística LTDA — empresa com capital de R$ 4,5 milhões, sediada em Várzea Grande, e que reúne como sócios Luís Antônio Taveira Mendes (filho do governador Mauro Mendes), Cidinho Santos (via grupo econômico) e Hélio Palma de Arruda Neto. Manoel Ferreira é apontado como integrante do grupo empresarial do ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho, conhecido como Maurinho, sogro de Helinho e um dos nomes mais influentes no entorno político e econômico do governo estadual.
Cidinho, que também compõe essa rede societária, é hoje o presidente da Nova Rota do Oeste, concessionária da BR-163, uma das mais estratégicas do país. As conexões revelam um entrelaçamento entre poder político, contratos públicos bilionários e fundos de investimento sob suspeita. A fundação da GL Participações representa um novo elo em um sistema que liga o Palácio Paiaguás ao mercado financeiro — e agora, também, aos órgãos de investigação federal.





