Em um gesto de profundo descaso com a vida dos mato-grossenses, o governador Mauro Mendes se prepara para renunciar ao cargo visando o Senado, deixando para trás um rastro de agonia no Hospital de Câncer de Cuiabá. Conforme denúncia contundente do deputado estadual Valdir Barranco (PT), o governo retém mais de R$ 13 milhões em repasses atrasados, resultando em uma fila desesperadora de 483 pessoas que aguardam por cirurgias oncológicas já autorizadas, mas travadas pela falta de pagamento. Enquanto pacientes lutam contra o tempo e o câncer, e médicos enfrentam seis meses de salários atrasados, o governador vira as costas para a saúde pública em nome de seu projeto pessoal de poder.
A saída de Mendes do Palácio Paiaguás, em meio ao colapso de uma unidade de referência, expõe uma inversão de prioridades que beira a crueldade administrativa. Não falta dinheiro em caixa, falta humanidade e compromisso com quem mais precisa de socorro imediato. Ao ignorar o apelo de centenas de famílias que dependem do Hospital de Câncer, Mauro Mendes encerra seu ciclo no Executivo estadual sob o signo da omissão, entregando uma gestão marcada por superávits financeiros que não se traduzem em dignidade para o povo, mas sim em leitos vazios e esperanças interrompidas.


