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A régua de Mauro e Milton: a UPA que afundou com a primeira chuva

Lembra da famosa “régua de qualidade” do governador Mauro Mendes e do promotor Milton Silveira? Aquela que foi celebrada com pompa e discurso inflamado durante a entrega da UPA do Leblon, fruto da intervenção política na saúde de Cuiabá, usada para atacar o prefeito Emanuel Pinheiro e justificar uma série de injustiças contra sua gestão? Pois bem, a régua virou boia.

Na primeira tempestade mais severa — e nem foi das maiores — a obra símbolo do novo padrão de excelência afundou, literalmente. Um muro foi abaixo, a água tomou conta do prédio e a UPA precisou ser evacuada às pressas. O que era para ser exemplo virou alerta: se essa é a régua, melhor medir com outra.

Na época da inauguração, com o entusiasmo de um garoto com brinquedo novo, o promotor Milton Silveira foi à imprensa ao lado de Mauro Mendes para exaltar o feito. Disse que aquilo sim era obra pública de qualidade, e que a partir dali, toda construção deveria seguir o padrão da UPA Leblon. Pois bem, o padrão se revelou à altura da arrogância de Mauro Mendes : raso, frágil e impermeável apenas à crítica.

O mais irônico é que a obra original foi alterada por decisão do próprio governador, contrariando o projeto técnico. Mas convenhamos, quem precisa de engenheiro quando se tem uma régua?

Fica o recado: da próxima vez, talvez seja melhor usar o nível.

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