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A empresa do bilionário Fernando Maggi, irmão do bilionário Erai Maggi, ganhou o chamamento público para administrar o Parque Novo Mato Grosso, vulgo, Parque dos Bilionários.

O que este blog alertava há mais de oito meses agora se confirma: o Parque Novo Mato Grosso, construído com recursos públicos que podem chegar a casa dos R$ 3 bilhões, foi entregue, provisoriamente, para a administração da empresa SR Participações Ltda, pertencente ao bilionário Fernando Maggi Scheffer e ao ex-suplente deputado estadual Vanderlei Reck Júnior. O símbolo máximo do chamado “apartheid social” em Mato Grosso, um parque erguido com suor e impostos do povo cuiabano, foi parar nas mãos dos bilionários da soja, enquanto o cidadão comum, que pagou a conta, assiste de fora, separado por altos muros e preços proibitivos.

O governador Mauro Mendes, que sempre recebeu votos expressivos em Cuiabá, devolve esse apoio popular com uma ingratidão cortante: expulsa o povo da própria cidade para dar palco a uma vitrine de luxo voltada aos ricos. O mesmo sentimento já demonstrado com o fim do VLT, substituído pelo BRT, repete-se agora com o Parque dos Bilionários — uma obra faraônica de kartódromo, autódromo e centro de eventos, que não dialoga com as reais necessidades da população. É o desprezo travestido de modernidade.

Enquanto a Assembleia Legislativa assiste inerte, os órgãos de controle permanecem silenciosos diante de mais uma afronta. Cuiabá, cidade que deveria ser o coração pulsante do Estado, é rebaixada à condição de periferia da “capital dos bilionários”, erguida em torno do Parque Novo Mato Grosso. Não se trata apenas de uma licitação — trata-se de uma sentença social: a confirmação de que os que mais têm continuarão governando os espaços e sonhos de quem nada tem.

Para o povo cuiabano, é uma ferida aberta. A entrega deste parque significa muito mais do que uma parceria público-privada: é a cristalização de uma política sem empatia, que humilha aqueles que confiaram e deram vitórias eleitorais ao governador Mauro Mendes. Em vez de devolver gratidão ao povo, ele entrega o patrimônio público aos magnatas do agronegócio. Pobre Cuiabá. Pobre nós povo cuiabano.

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