Governo proíbe uso do fogo para manejo de áreas rurais em 2025

O governo de Mato Grosso determinou a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais durante períodos específicos de 2025. A medida, que visa prevenir incêndios florestais, leva em conta a previsão de seca prolongada, altas temperaturas e baixa umidade, fatores que aumentam o risco de queimadas incontroláveis.

De acordo com o decreto estadual, no Pantanal mato-grossense, a proibição vai de 1º de junho a 31 de dezembro. Já nas regiões da Amazônia e do Cerrado, o uso do fogo será vetado entre 1º de julho e 30 de novembro. Durante esse período, todas as autorizações de queima controlada emitidas pela Secretaria de Meio Ambiente ficarão suspensas. O uso do fogo em áreas urbanas permanece proibido durante todo o ano. A exceção se aplica apenas a queimadas conduzidas ou supervisionadas por órgãos públicos especializados no combate e prevenção de incêndios.

Para coordenar ações de monitoramento e resposta rápida, o governo criou a Sala de Situação Central, que funcionará de 1º de junho a 31 de dezembro sob a gestão da Secretaria de Segurança Pública e com coordenação do Corpo de Bombeiros Militar. O decreto também autoriza a contratação de brigadistas para reforçar as operações de prevenção e combate a incêndios florestais, especialmente nas áreas mais vulneráveis.

Além disso, foi decretada situação de emergência ambiental em diversas regiões do estado. No centro-sul, sudeste e sudoeste, onde está o Pantanal, a emergência vai de março a dezembro. No nordeste, o período será de abril a dezembro, enquanto no norte do estado, a situação se estenderá de abril a novembro.

A decisão do governo reflete a preocupação com o agravamento das condições climáticas e os impactos ambientais e econômicos das queimadas. Para os produtores rurais, a recomendação é buscar alternativas ao uso do fogo no manejo de áreas, adotando técnicas sustentáveis para evitar prejuízos e garantir a preservação do meio ambiente.

Fonte: Pensar Agro

Justiça concede nova liminar que suspende a cobrança da Contribuição Especial de Grãos

A Justiça concedeu uma nova liminar que suspende a cobrança da Contribuição Especial de Grãos (CEG), instituída pela Lei Estadual nº 12.428/2024, no Maranhão. Essa é a segunda decisão (no começo do mês um outro grupo havia conseguido uma decisão igual, veja aqui) na novela que se desenrola em torno do tributo, que tem gerado intenso debate jurídico e impactos no setor do agronegócio.

A CEG, implementada no início deste ano, estabelece uma alíquota de 1,8% por tonelada sobre soja, milho, milheto e sorgo que entram e circulam no Estado. A legislação estadual fundamenta-se no artigo 136 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), incluído na Emenda Constitucional nº 132/2023, às vésperas da aprovação da reforma tributária. O dispositivo permite que estados criem tributos sobre produtos primários e semielaborados, desde que houvesse uma contribuição semelhante antes de abril de 2023, destinada a fundos de infraestrutura e habitação.

A decisão judicial, considerada um marco para o setor, levanta questionamentos sobre a constitucionalidade da cobrança. Segundo o entendimento da magistrada responsável pelo caso, há indícios de inconstitucionalidade formal e material na criação do tributo, uma vez que não pode incidir sobre exportações, em respeito à imunidade tributária garantida pela Constituição Federal. Além disso, a inexistência de um fundo equivalente antes do prazo estabelecido na reforma tributária também enfraquece a base legal da contribuição.

A suspensão da CEG alivia os custos logísticos e operacionais das empresas que atuam no transporte e exportação de grãos pelo Maranhão. Representantes do setor agropecuário destacam que a cobrança poderia representar um impacto financeiro significativo, aumentando os custos de produção em até 15% e gerando um prejuízo anual de aproximadamente R$ 269 milhões. Há relatos de empresas que tiveram custos adicionais mensais na casa de R$ 1 milhão devido à exigência do tributo.

A principal controvérsia gira em torno da exigência do pagamento da CEG para contribuintes de outros estados que utilizam as rotas de escoamento maranhenses. Relatos indicam que caminhões estão sendo retidos nos postos fiscais até que o pagamento seja realizado, impactando diretamente o fluxo de mercadorias e a competitividade do setor agroexportador.

O governo estadual defende que a arrecadação da CEG será direcionada ao Fundo de Desenvolvimento Industrial do Maranhão, com o objetivo de custear melhorias na infraestrutura rodoviária, beneficiando o próprio setor agropecuário. No entanto, especialistas apontam que a nova cobrança se assemelha a uma taxa de fiscalização de transporte de grãos extinta anteriormente e cuja validade está em discussão no Supremo Tribunal Federal.

Leia Também:Depois de um ano volátil, mercado do boi gordo encerra 2023 estável

Além da liminar concedida, ao menos oito outras ações questionam a constitucionalidade da CEG, algumas de forma coletiva. Até o momento, não há um entendimento consolidado no Judiciário, mas a decisão recente pode abrir precedente para futuras contestações.

O cenário ainda é incerto, mas o desfecho do caso no Maranhão pode influenciar a adoção de medidas semelhantes em outros estados. O Pará chegou a instituir um tributo semelhante após a reforma tributária, mas revogou a medida posteriormente. Estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins, que já criaram contribuições facultativas para fundos estaduais no passado, poderiam utilizar a nova previsão constitucional para estabelecer tributos similares.

Tributaristas alertam que a inclusão do artigo 136 do ADCT na reforma tributária foi feita sem amplo debate e que há riscos de insegurança jurídica para o setor agropecuário. A disputa sobre a CEG, portanto, pode se estender por instâncias superiores, com impactos que vão além das fronteiras maranhenses e podem afetar o cenário tributário nacional.

Fonte: Pensar Agro

Cessar-fogo no Mar Negro pode impactar o agronegócio global

O recente acordo de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia, focado na segurança da navegação no Mar Negro, tem implicações significativas para o comércio global de grãos e o agronegócio. Antes do conflito, Rússia e Ucrânia juntas eram responsáveis por aproximadamente 29% das exportações mundiais de trigo, 19% das de milho e 40% do óleo de girassol.

A interrupção das rotas marítimas no Mar Negro devido às hostilidades afetou a distribuição desses produtos essenciais, elevando os preços no mercado internacional e gerando preocupações sobre a segurança alimentar em diversas regiões. Com a retomada das operações nesse corredor estratégico, espera-se uma estabilização nos preços dos grãos e uma melhoria na previsibilidade para os produtores e exportadores.​

Para o Brasil, embora a maior parte das exportações de grãos seja direcionada a outros mercados e utilize rotas alternativas, a normalização do tráfego no Mar Negro pode trazer benefícios indiretos. A estabilização dos preços globais de grãos pode influenciar positivamente o mercado interno brasileiro, oferecendo oportunidades para diversificação de mercados e fortalecimento das relações comerciais com países que dependem das exportações provenientes do Mar Negro.​

Além disso, a retomada das exportações ucranianas e russas pode aliviar a pressão sobre a demanda global, permitindo que o Brasil explore novas oportunidades de exportação em mercados anteriormente abastecidos por esses países. A diversificação das rotas comerciais e a redução das tensões geopolíticas na região também podem aumentar a confiança dos investidores no setor agrícola, impulsionando investimentos em tecnologia e infraestrutura.​

Contudo, é importante considerar que a implementação efetiva do acordo e a manutenção da estabilidade na região ainda são incertas. Questões como a realização de inspeções em embarcações e o cumprimento dos termos acordados por todas as partes envolvidas serão determinantes para o sucesso do cessar-fogo e a normalização completa das atividades comerciais no Mar Negro.​

Fonte: Pensar Agro

Justiça concede nova liminar que suspende a cobrança da CEG

A Justiça concedeu uma nova liminar que suspende a cobrança da Contribuição Especial de Grãos (CEG), instituída pela Lei Estadual nº 12.428/2024, no Maranhão. Essa é a segunda decisão (no começo do mês um outro grupo havia conseguido uma decisão igual, veja aqui) na novela que se desenrola em torno do tributo, que tem gerado intenso debate jurídico e impactos no setor do agronegócio.

A CEG, implementada no início deste ano, estabelece uma alíquota de 1,8% por tonelada sobre soja, milho, milheto e sorgo que entram e circulam no Estado. A legislação estadual fundamenta-se no artigo 136 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), incluído na Emenda Constitucional nº 132/2023, às vésperas da aprovação da reforma tributária. O dispositivo permite que estados criem tributos sobre produtos primários e semielaborados, desde que houvesse uma contribuição semelhante antes de abril de 2023, destinada a fundos de infraestrutura e habitação.

A decisão judicial, considerada um marco para o setor, levanta questionamentos sobre a constitucionalidade da cobrança. Segundo o entendimento da magistrada responsável pelo caso, há indícios de inconstitucionalidade formal e material na criação do tributo, uma vez que não pode incidir sobre exportações, em respeito à imunidade tributária garantida pela Constituição Federal. Além disso, a inexistência de um fundo equivalente antes do prazo estabelecido na reforma tributária também enfraquece a base legal da contribuição.

A suspensão da CEG alivia os custos logísticos e operacionais das empresas que atuam no transporte e exportação de grãos pelo Maranhão. Representantes do setor agropecuário destacam que a cobrança poderia representar um impacto financeiro significativo, aumentando os custos de produção em até 15% e gerando um prejuízo anual de aproximadamente R$ 269 milhões. Há relatos de empresas que tiveram custos adicionais mensais na casa de R$ 1 milhão devido à exigência do tributo.

A principal controvérsia gira em torno da exigência do pagamento da CEG para contribuintes de outros estados que utilizam as rotas de escoamento maranhenses. Relatos indicam que caminhões estão sendo retidos nos postos fiscais até que o pagamento seja realizado, impactando diretamente o fluxo de mercadorias e a competitividade do setor agroexportador.

O governo estadual defende que a arrecadação da CEG será direcionada ao Fundo de Desenvolvimento Industrial do Maranhão, com o objetivo de custear melhorias na infraestrutura rodoviária, beneficiando o próprio setor agropecuário. No entanto, especialistas apontam que a nova cobrança se assemelha a uma taxa de fiscalização de transporte de grãos extinta anteriormente e cuja validade está em discussão no Supremo Tribunal Federal.

Leia Também:Saca de café arábica atinge mil reais, mas negócio ainda são limitados

Além da liminar concedida, ao menos oito outras ações questionam a constitucionalidade da CEG, algumas de forma coletiva. Até o momento, não há um entendimento consolidado no Judiciário, mas a decisão recente pode abrir precedente para futuras contestações.

O cenário ainda é incerto, mas o desfecho do caso no Maranhão pode influenciar a adoção de medidas semelhantes em outros estados. O Pará chegou a instituir um tributo semelhante após a reforma tributária, mas revogou a medida posteriormente. Estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins, que já criaram contribuições facultativas para fundos estaduais no passado, poderiam utilizar a nova previsão constitucional para estabelecer tributos similares.

Tributaristas alertam que a inclusão do artigo 136 do ADCT na reforma tributária foi feita sem amplo debate e que há riscos de insegurança jurídica para o setor agropecuário. A disputa sobre a CEG, portanto, pode se estender por instâncias superiores, com impactos que vão além das fronteiras maranhenses e podem afetar o cenário tributário nacional.

Fonte: Pensar Agro

Polícia Civil cumpre mandados contra facção que buscava expandir atuação em MT

A Polícia Civil, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), deflagrou na manhã desta segunda-feira (31.3), a Operação Tabuleiro Quebrado, com alvo em integrantes de uma facção criminosa que arquitetavam a execução de membros de um grupo rival, com foco no domínio da criminalidade no Estado de Mato Grosso.

São cumpridos na operação, cinco mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela Sétima Vara Criminal de Cuiabá, de Combate ao Crime Organizado.

Os alvos da operação são integrantes de uma facção criminosa, dentre eles, alguns reclusos na Cadeia Pública de Várzea Grande e outros em liberdade, espalhados em cidades de Mato Grosso e Santa Catarina.

As investigações da GCCO apontaram que a facção criminosa possui a divisão em cargos e funções e se destina notadamente a fazer oposição ao grupo criminoso rival, promovendo homicídios, possuindo armas e promovendo o tráfico de drogas e associação ao tráfico.

Montagem do tabuleiro

Durante as investigações, foram identificadas diversas conversas entre os investigados e recados enviados por meio de redes sociais, em que ficou evidenciado o envolvimento com a facção criminosa.

Entre as conversas, eram realizadas tratativas para expansão do grupo criminoso no estado e a necessidade de montar um tabuleiro, ou seja, definir integrantes que atuariam como “disciplina” da facção criminosa.

Um dos alvos conhecido como “Chapeleiro Primeirão”, recluso no Capão Grande, era o responsável por angariar os integrantes que atuarima na execução de membros da facção rival, para isso, oferecendo uma “ajuda de custo” de R$ 10 mil, além de um carro e armas de fogo para os crimes.

Ele ainda afirmava ser padrinho de 48 membros da facção e discutia com outros integrantes sobre tomadas de territórios, “caguetagem” e a perda de armas.

Outro alvo da operação é ex-integrante da facção rival, que estava morando na Bolívia, e que se dizia descontente com o grupo, o qual pertencia. Ele foi um dos aliciados para atuar na execução de seus ex-comparsas.

Também foram identificados outros integrantes do grupo, que deixavam evidente seu envolvimento com a facção e o planejamento de morte dos membros da facção rival.

Em um dos comunicados da facção alvo da investigação foi informado que seria dado !um centímetro de espaço” para os integrantes do grupo rival; “para cada inocente que estão matando iremos matar 10 deles”.

Nome da Operação

Tabuleiro Quebrado faz referência a desarticulação do esquema montado pela facção criminosa para escolher integrantes que atuariam como “disciplinas” e consequentemente na execução dos membros do grupo criminoso rival.

A investigação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para combate à atuação de facções criminosas, por meio da Operação Inter Partes, que integra o programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

Respeite o povo de Mato Grosso, governador: entregue a obra do Hospital Central e pare de politicagem barata!

Por mais de três décadas, o Hospital Central de Mato Grosso foi o retrato do abandono. Uma estrutura parada, carcomida pelo tempo e pelas promessas não cumpridas. Em seu governo, Mauro Mendes (União) assumiu o compromisso de finalmente concluir essa obra emblemática, mas ao que tudo indica, preferiu fazer da saúde pública um palco para a política, a publicidade e a procrastinação.

Nesta quinta-feira (27), ao comentar sobre o nome a ser dado ao hospital — um detalhe protocolar frente à urgência da entrega — o governador deixou escapar o que parece ser o verdadeiro foco de sua gestão: o discurso. Reafirmou sua “preferência” por um médico de relevância social, como o doutor Benedito Figueiredo, mas deixou nas mãos da Assembleia Legislativa (ALMT) a escolha definitiva, que já virou motivo de disputa entre blocos políticos. Enquanto isso, o hospital, pronto, equipado, com contrato já executado em 100%, permanece de portas fechadas.

É preciso perguntar: se o contrato com o consórcio responsável já não permite mais aditivos, como o governador pretende justificar as “novas mudanças” que, segundo ele, ainda estão em curso? A obra está tecnicamente concluída. A estrutura física existe, os equipamentos estão sendo instalados, a despesa pública já foi feita — mas o serviço à população não chegou. Por quê?

A resposta parece estar menos na engenharia civil e mais na engenharia política. Entregar o maior hospital do estado às vésperas de deixar o cargo pode parecer, para alguns, uma jogada ruim. Melhor, talvez, deixar o fardo para o sucessor, enquanto se investe pesado na propaganda, na criação de narrativas, em placas, slogans e entrevistas com frases de efeito. Ao que tudo indica, para o governador, fazer política com a saúde tem mais valor do que fazer saúde com a política.

O povo cuiabano e mato-grossense não precisa de mais discursos, cerimônias ou manobras parlamentares sobre nomes. Precisa de leitos, de atendimento, de dignidade. O governador Mauro Mendes não pode seguir empurrando com a barriga uma obra que já está pronta, paga, e que deveria ser entregue imediatamente. Cada dia de atraso representa sofrimento real: mães sem atendimento, filas de espera para cirurgias, UTIs lotadas, diagnósticos tardios.

O Hospital Central não é um troféu de vaidade. É uma urgência humanitária. Respeite o povo de Mato Grosso, governador. Entregue a obra.

SEMA acusa Ministério Público de perseguição por “mexerem no morro”; Mato Grosso gargalha em uníssono

Em uma cena digna de tragicomédia cabocla, a Secretária de Meio Ambiente de Mato Grosso, Mauren Lazzaretti, acusou o Ministério Público Estadual (MPMT) de estar cometendo um “excesso” — veja bem, excesso — ao embargar as obras no Morro de Santo Antônio. A montanha, outrora imponente, hoje exibe uma vasta ferida escancarada, lembrando ao observador menos distraído que até os morros, se cutucados demais, acabam sangrando. A paisagem, agora marcada por uma espécie de abdominoplastia topográfica, se tornou símbolo involuntário da ousadia geológica da gestão estadual.

A SEMA, sob o comando de Lazzaretti, parece ter entendido errado o conceito de “intervenção mínima” na natureza: foi lá e fez uma escultura expressionista com maquinaria pesada. Segundo a secretária, o Ministério Público estaria perseguindo a pasta ambiental como quem não aceita que mexam em suas montanhas de estimação. A fala, que mais pareceu um número de stand-up involuntário, arrancou risos até de ambientalistas deprimidos e geólogos de coração partido. Afinal, é preciso ter nervos de titânio (ou senso de humor geológico) para ouvir uma gestora ambiental defender o desmonte de um patrimônio natural e ainda se dizer perseguida por quem tenta protegê-lo.

Parece piada, mas a senhora falou sério. E o que era pra ser um debate técnico sobre licenciamento e impacto ambiental virou uma peça de teatro do absurdo, encenada ao ar livre — no palco natural devastado do Morro de Santo Antônio. Enquanto isso, o povo mato-grossense, entre incrédulo e resignado, assiste ao espetáculo com a única arma que lhe resta: a gargalhada. Porque rir, neste caso, é resistir à tristeza de ver a natureza tratada como entulho com CNPJ.

ATENDIMENTO À POPULAÇÃO Juca do Guaraná destina R$ 1,5 milhão e ambulância para a Saúde de Chapada dos Guimarães

ATENDIMENTO À POPULAÇÃO Juca do Guaraná destina R$ 1,5 milhão e ambulância para a Saúde de Chapada dos Guimarães

ATENDIMENTO À POPULAÇÃO

Juca do Guaraná destina R$ 1,5 milhão e ambulância para a Saúde de Chapada dos Guimarães

A ação visa fortalecer a infraestrutura de saúde local, promovendo melhorias significativas no atendimento à população

O deputado estadual Juca do Guaraná (MDB) anunciou a destinação de uma emenda parlamentar no valor de R$ 1,5 milhão para a saúde de Chapada dos Guimarães, além de uma nova ambulância para o município. A ação do deputado visa fortalecer a infraestrutura de saúde local, promovendo melhorias significativas no atendimento à população.

“Estou muito feliz em poder contribuir com R$ 1,5 milhão e uma ambulância para Chapada dos Guimarães. Esse investimento será fundamental para aprimorar os serviços de saúde e garantir mais qualidade de vida para nossa gente. Meu compromisso com a saúde e o bem-estar da nossa comunidade continua firme, e sigo trabalhando para fazer ainda mais pela nossa Chapada”, declarou Juca.

Com o investimento, a cidade contará com mais recursos para a ampliação dos serviços de saúde, desde o suporte em unidades de atendimento até a melhoria no transporte de pacientes em situações de emergência. A ambulância, que será entregue em breve, ajudará a garantir um atendimento mais ágil e eficiente, além de contribuir para a redução do tempo de resposta em casos críticos.

O deputado ressaltou que a destinação de recursos para a saúde é uma das suas maiores prioridades durante seu mandato, sempre com o objetivo de garantir um atendimento digno e de qualidade para todos os cidadãos.

“Cada ação que conseguimos viabilizar reflete nosso compromisso em melhorar a vida das pessoas. Continuarei buscando recursos e iniciativas que tragam mais benefícios para nossa população”, completou o deputado.

Além da emenda de R$ 1,5 milhão e da ambulância, o deputado segue em constante diálogo com as lideranças locais, buscando atender às principais demandas da região e garantir que Chapada dos Guimarães receba os recursos necessários para seu crescimento e desenvolvimento.  

Virgínia Mendes recebe prêmio indicado por amiga, mas possível uso de avião oficial levanta questionamentos

A primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, foi homenageada nesta quinta-feira (27) com o Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, durante cerimônia no plenário do Senado Federal, em Brasília. A honraria foi proposta pela senadora Margareth Buzetti (PSD), suplente no cargo e amiga pessoal da homenageada e da família Mendes.

Embora o reconhecimento carregue peso institucional, o caráter da indicação — feita de amiga para amiga — tem levantado questionamentos quanto ao real alcance e legitimidade do prêmio. A ausência de critérios públicos objetivos e a predominância de laços pessoais entre a proponente e a homenageada contribuem para a percepção de que a condecoração tem mais valor simbólico do que efetivamente representativo.

Diante disso, o que tem gerado maior repercussão nos bastidores políticos é a logística da viagem de Virgínia Mendes até a capital federal. Teria a primeira-dama utilizado, mais uma vez, aeronave oficial do Governo do Estado? Ou se valeu de táxi aéreo contratado com recursos públicos?

A resposta a essa pergunta é essencial, uma vez que o uso de bens e contratos públicos por pessoas sem cargo formal no Executivo pode configurar desvio de finalidade e ferir os princípios da moralidade e economicidade da administração pública. Não há, até o momento, transparência sobre os custos, a origem dos recursos ou o meio utilizado para o deslocamento.

O caso suscita a necessidade de fiscalização rigorosa por parte dos órgãos de controle e reforça os apelos pela abertura de uma investigação formal sobre os voos realizados por Virgínia Mendes em compromissos sem natureza oficial. A sociedade tem o direito de saber se recursos públicos estão sendo empregados para fins privados — ainda que sob o pretexto de representatividade.

Eleições 2026: O Xadrez Político de Mauro Mendes, o Avanço de Pivetta e a Guerra Fratricida nos Bastidores do Poder em Mato Grosso

Faltando pouco mais de um ano para o início do processo eleitoral de 2026, o cenário político em Mato Grosso começa a se desenhar com contornos cada vez mais nítidos – e conflituosos. No epicentro das articulações, está o governador Mauro Mendes (União Brasil), que ao mesmo tempo em que encerra seu segundo mandato com popularidade oscilando , se vê pressionado por disputas internas, conflitos partidários e o crescimento inevitável da candidatura de seu atual vice, Otaviano Pivetta (Republicanos).

Pivetta ganha musculatura

A cada dia que passa, o nome de Pivetta se fortalece como favorito à sucessão. O que antes parecia apenas uma possibilidade protocolar – a de um vice naturalmente se lançar ao cargo maior – agora se apresenta como uma candidatura robusta, respaldada por fatores políticos e institucionais:
• A lealdade incontestável ao governador nos dois mandatos;
• A coragem de enfrentar a Operação Suzerano, expondo um possível esquema de desvio de emendas em ONGs e institutos fantasmas;
• O fortalecimento do Republicanos nas eleições de 2024, ampliando sua base de prefeitos e vereadores no Estado;
• E, principalmente, a iminente posse como governador em abril de 2026, quando Mauro Mendes deve renunciar para disputar o Senado.

Com a “caneta na mão”, Pivetta terá o controle do Executivo estadual por alguns meses — o suficiente para consolidar alianças, turbinar sua imagem e assumir, oficialmente, a liderança de um projeto de continuidade que, ao mesmo tempo, marca ruptura com velhas práticas.

Fissuras no grupo de Mendes

Apesar da sintonia institucional entre Mendes e Pivetta até aqui, há claros sinais de tensão nos bastidores. Um grupo político próximo ao atual governador tenta empurrá-lo para os braços do PL, com o objetivo de romper com Pivetta e aderir ao projeto bolsonarista em Mato Grosso. O plano seria rifar o vice e criar uma alternativa palatável à direita.

O fator Cidinho: uma aposta de ala minoritária

Dentro desse esforço de construção de uma terceira via, surge o nome do ex-senador Cidinho Santos, bancado por uma ala minoritária — porém barulhenta — do círculo político do governador. Essa parte do grupo tenta emplacar Cidinho como pré-candidato ao governo, mesmo diante de um cenário jurídico e político adverso.

Acontece que Cidinho está inelegível até janeiro de 2027, conforme revelou recentemente o Blog do Popó. A despeito dessa barreira legal, o ex-senador vem se movimentando nos bastidores, plantando matérias na imprensa local e ensaiando uma narrativa de pré-campanha. No entanto, mesmo que a inelegibilidade fosse revertida, a avaliação corrente é que Cidinho carece de envergadura política e densidade eleitoral para disputar o governo estadual.

É inegável que Cidinho tem talento como animador de governador — especialista em eventos, falas descontraídas e aparições midiáticas. Seu principal dom, aliás, parece ser fazer governadores rirem. Mas falta-lhe conteúdo político, articulação e credibilidade institucional para liderar um projeto de governo em um estado com a complexidade de Mato Grosso. Para aliados mais próximos de Mendes, essa movimentação é vista como uma tentativa artificial de manter Cidinho no tabuleiro, mas sem efetiva viabilidade. Um balão de ensaio que perdeu o ar antes mesmo de subir.

O preço da traição

Mauro Mendes sabe que uma ruptura com Pivetta pode desencadear uma crise sem precedentes. O vice conhece os bastidores do governo como ninguém – tanto a face republicana quanto os episódios menos louváveis da administração. Qualquer tentativa de traição pode resultar em um “tsunami político”, com risco de exposição pública de informações sensíveis.

Além disso, o eleitorado e os partidos aliados esperam coerência e estabilidade. Um racha público seria visto como sinal de fragilidade do projeto que levou Mauro Mendes ao poder e que, até aqui, mostrou resultados concretos na gestão estadual.

A repulsa aos Campos

Outro ponto que une Mendes e Pivetta, apesar das tensões atuais, é a antipatia mútua pelos irmãos Campos – Jayme e Júlio. Ambos têm perdido espaço dentro da máquina estadual e são hoje peças desconfortáveis no xadrez político. Há uma movimentação clara para isolá-los das decisões estratégicas, o que deve se intensificar no próximo ano.

Conclusão: o caminho natural é Pivetta

O PL já deixou claro que terá candidato ao governo, independentemente da vontade de Mendes. No entanto, a via mais sólida e menos conflituosa seria a continuidade do projeto com Pivetta na cabeça de chapa. A lealdade construída, o poder de articulação crescente e a proximidade com o governador o tornam o nome mais lógico para 2026.

A grande dúvida que paira no ar em 2025 não é se Pivetta será candidato, mas como Mauro Mendes lidará com essa inevitabilidade: com inteligência e justiça que reconhece o valor de um sucessor leal — ou com a hesitação de quem teme perder o controle do tabuleiro.

A resposta virá nos próximos meses. Mas uma coisa já é certa: o jogo está em andamento, e o tabuleiro de 2026 começa a se definir agora.

Popó Pinheiro
Jornalista e Gestor Publico