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2 decapitações em apenas 12 dias de novembro — Cáceres e Tangará da Serra viram palco de guerra de facções enquanto governo assiste, não reforça efetivo e perde território para o crime organizado em Mato Grosso

Em menos de duas semanas, Mato Grosso foi palco de duas cenas de horror que chocaram o estado: Vinícius Henrique Tavares Macedo, de 19 anos, brutalmente decapitado em Cáceres, e Eberson Odair da Silva Ribeiro, de 35 anos, encontrado com a cabeça dentro do próprio corpo em Tangará da Serra. Dois assassinatos com requintes de crueldade, executados por faccionados, evidenciam a escalada da violência e o domínio crescente do crime organizado em Mato Grosso — onde facções disputam território pelo tráfico de drogas e armas enquanto a população vive sitiada pelo medo.

O governo Mauro Mendes, que prometeu endurecer a segurança pública, deixa hoje um cenário de abandono e fragilidade institucional. Recusou-se a convocar aprovados no concurso da Polícia Militar, fechou delegacias no início da gestão e agora assiste à Polícia Civil e seus investigadores e servidores administrativos ensaiarem greve por falta de estrutura e de valorização. Em vez de reforço policial, estrutura e inteligência, o que se vê é despreparo, desmonte e improviso enquanto criminosos se organizam, recrutam e expandem poder.

Enquanto famílias enlutadas enterram seus mortos, bairros inteiros vivem sob regras impostas pelo crime e cidadãos de bem sentem a ausência do Estado, o governo parece governar de dentro de um discurso, e não da realidade das ruas. Facções avançam, vidas são ceifadas com barbárie e a sociedade mato-grossense fica com a dura constatação: o governo perdeu a guerra para o crime — e quem paga esse preço é o povo.

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