A Concessionária Rota do Oeste S.A., responsável por administrar a BR-163 — estrada que virou símbolo de buracos, acidentes e abandono — aprovou, em assembleia no dia 24 de abril de 2024, um pacote de R$ 9.612.530,00 para remunerar seus administradores apenas neste ano. No topo da lista está José Aparecido dos Santos, o “Cidinho”, sócio do filho do governador Mauro Mendes e velho conhecido da política mato-grossense, que reassume como membro do Conselho de Administração ao lado de nomes como Rogério Gallo, ex-secretário de Fazenda e homem de confiança do governador.
A mesma reunião aprovou o balanço de 2023 com um lucro líquido de R$ 242 milhões, mas decidiu que os dividendos “não serão distribuídos”. Onde vai parar todo esse dinheiro é um mistério — a “Nova Rota” segue operando como uma verdadeira caixa-preta, blindada de fiscalização popular, enquanto a população enfrenta pedágios caros e rodovias em condições precárias. Para quem achava que a BR-163 era só um problema de asfalto, é bom saber que ela também é uma mina de ouro para os amigos do poder.


