A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil, parece viver em outra realidade. Entre subsídio de vereadora, verbas indenizatórias, gratificações, auxílio-saúde e mais uma VI como presidente, seu rendimento mensal chega a R$ 83.500,00, fora o carro de luxo de representação que utiliza para circular pela cidade. Mesmo assim, Paula se junta aos colegas Dilemário Alencar e Michelly Alencar na defesa do corte do adicional de insalubridade dos servidores da saúde, como se os trabalhadores estivessem “enriquecendo” com os R$ 300 que recebem para enfrentar plantões exaustivos e riscos diários. A incoerência é tamanha que soa como piada: quem vive no conforto do poder quer cortar justamente de quem mais precisa — os que mantêm o sistema de saúde em pé.


